sexta-feira, 29 de julho de 2016
DISCIPLINA ESPIRITUAL
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Luiz Ricardo
sábado, 19 de janeiro de 2013
O Reino de Deus e o reino dos homens - Parte 1
sábado, 24 de abril de 2010
FRASEANDO
Na ressurreição do Cristo comemoramos o dia em que a humanidade venceu. A partir do que, tudo é, apenas, uma questão de tempo!
Deus se realiza em nos fazer gente feliz!
Ser cristão é subir uma escada rolante: não é você que sobe a escada, é a escada que sobe você.
A divisa da Igreja: cada cristão como o Cristo; cada comunidade local como a Trindade; cada pessoa tendo a oportunidade de entrar no Reino; a sociedade humana como o Reino; e o planeta como o Jardim.
O segredo do cristão não é nunca pecar, mas sempre se arrepender.
Santidade é dedicação exclusiva à Trindade.
A vitória do cristao, não é não passar pelo sofrimento, é não ser derrotado por ele.
Sofrer é um verbo que o cristao não precisa conjugar.
Dar, a Deus, graças, em tudo, é colocar a vida nos braços do Pai.
De arrependimento em arrependimento somos, pelo Espírito, transformados à imagem do Cristo: a glória de Deus!
Somos filhos do Deus que sempre quis ser o nosso Pai.
Estar em Cristo, desde antes da fundacao do mundo, é ter certeza de que a sua existencia não foi um acidente... Alguém queria você.
A cada vez que, em nossa forma de viver, atendemos ao Cristo, a exemplo dos garcons do casamento em Caná, nos tornamos agentes de milagres.
Nem sempre entendemos o que o Cristo nos pede, mas sabemos que redundará em algum milagre para o bem de muitos.
Ter ao Cristo, como o principal convidado em nossa vida, é saber que tudo pode recomecar, não importa o que aconteca.
Todos estamos sob a lei da impossibilidade, quando tudo, o que possa ser feito, escapa ao nosso controle. Só o milagre vence essa lei. O cristao vive na esperanca do milagre... Sempre.
Vida cristã é andar sobre as águas, logo, só pode ser vivida no poder do Espírito.
A glória de Deus é ter misericórdia de quem quiser, logo, a glória de Deus passa por nós.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Bijuterias e pastéis de vento
O título desta postagem reproduz o título do caítulo sete do livro, do qual destaco o seguinte:
"Os impostores do Espírito sempre preferem as aparências à realidade. A racionalização começa com uma olhada no espelho. Não gostamos da visão do que realmente somos, por isso recorremos a cosméticos a maquiagens, Pa luz correta e aps acessórios adequados que gerem uma imagem aceitável de nós mesmos. Valemo-nos de um elegante disfarce para projetar uma imagem positiva de nós mesmos - ou pelo menos uma imagem diferente daquilo que realmente somos. O auto-engano financia nossa pecaminosidade e nos impede de nos enxergarmos como realmente somos:maltrapilhos."
O homem sem Cristo não passa mesmo de um maltrapilho.
"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)". Ef 2.4,5.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
SOBRE VERDADES E MENTIRAS
Cansei de varrer angústias para debaixo dos chavões. Não me importo de ser taxado de herege e que alguns divulguem que estou me desviando da fé evangélica. Não me incomoda mais o julgamento impiedoso e implacável dos que sobrevivem de certezas. Não estou mais disposto a repetir velhas fórmulas que não me fazem sentido nem oferecem abrigo para as almas amarrotadas pela dor. Não suporto mais a solidariedade das palavras vazias dos clichês religiosos e da teologia mais ocupada em defender a Deus do que em amar o próximo.
Não temo o caminho. A noite escura do silêncio e das dúvidas da alma não me apavora mais do que a infertilidade dos dogmas do dia claro. Tenho certeza de que minha trilha é percurso de vida. E tenho boas razões para crer assim.
Ando sobre as pegadas dos questionadores, dos inquietos, dos rebeldes, dos que não encontram descanso, sem qualquer temor de me perder no labirinto da complexidade da razão e dos descaminhos do coração, que “têm razões que a própria razão desconhece”.
O que não quero é ser contado entre os cínicos. Não me admito mais seguindo na fila indiana dos covardes. Jamais aceitarei a possibilidade da hipocrisia. Prefiro a verdade, a minha verdade, ainda que minha verdade seja mentira, pois mais vale apostar no que é verdade para a consciência, ainda que seja mentira, do que numa verdade estranha à consciência. A consciência vale mais que a verdade, pois somente na verdade relativa da consciência a verdade verdadeira poderá se impor sobre a mentira.
Caminho sem qualquer receio entre as verdades e mentiras das consciências humanas – a minha e a de todos os caminhantes. A Verdade em que creio não é uma idéia, é uma pessoa. Não tomo como definitivas as verdades das consciências, já que descanso na Verdade que é uma pessoa.
Minhas vísceras clamam pelo encontro com a pessoa que é a Verdade, e justamente por esta razão não posso conviver com quaisquer verdades que sejam estranhas à minha consciência. Relacionamentos não se baseiam em verdades, mas em integridade, autenticidade, transparência, sinceridade, mútua confiança. Prefiro estar errado sendo íntegro do que certo sendo falso. Você deve suspeitar que eu esteja enganado ou equivocado, mas pode acreditar que estou sendo honesto. Não me importo em descobrir que minha verdade é uma mentira. Mas jamais me relacionaria com você baseado em algo que para mim seja mentira somente porque para você é verdade.
Caso se importe, fique tranqüilo comigo. Creio na graça de Deus, que me interpela e me encontra. Creio no Espírito Santo de Deus, que me conduz a toda a verdade. Creio em Jesus, caminho, verdade e vida. Creio que sou amado pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo com amor maior do que eu tenho por mim mesmo. Creio que o Deus Triuno me levará à luz da verdade verdadeira, desmascarando minhas mentiras. E creio que o caminho mais curto para a verdade verdadeira é a admissão de minhas verdades relativas. Antes de me levar à verdade verdadeira, certamente Deus me levará às minhas verdades relativas, quer para que sejam desmascaradas e se revelem mentira, quer para me revelar que não eram tão mentirosas assim.
Romanos 12.2
2Coríntios 13.8
Hebreus 4.12
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
DE OLHO NO STF
O ano de 2008 foi histórico para a Suprema Corte brasileira (STF). Isso porque, como bem lembrou o ministro Gilmar Mendes em seu discurso de abertura do Ano Judiciário de 2009, o ano que passou ficou marcado por decisões que provocaram grande repercussão no cenário socieconômico e político do país, e também da comunidade internacional, como a controvérsia acerca da realização de pesquisas científicas com células embrionárias humanas e do início do debate sobre a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Além, ainda, daqueles relativos à fidelidade partidária, à proibição do nepotismo no âmbito de toda a administração pública nacional, à edição de medidas provisórias sobre créditos extraordinários, à constitucionalidade da especialização das varas, ao piso salarial de professores, à limitação do uso de algemas.
Ao meu ver, algumas das decisões foram acertadas, outras nem tanto. Mas, independente de minhas impressões e percepções a despeito dos julgamentos pretéritos por parte dos ministros, a verdade é que o STF cada dia mais vem sendo palco de debates importantíssimos para a sociedade. Seus julgamentos ganham relevância na medida em que definem questões fundamentais que afetam a vida de todo cidadão.
Teoricamente, o STF sempre foi dotado de tal relevância, posto ser o representante máximo do Poder Judiciário e o guardião maior da Constituição Federal. Entretanto, em razão da possibilidade jurídica (absurda) de recursos dentro do ordenamento jurídicos pátrio, acontecia que a Suprema Corte acabava abarrotada de processos para decisão de questões secundárias, afastado-a, portanto, do seu propósito central.
Ocorre que, partir da Emenda Constitucional n.º 45, denominada de “Reforma do Judiciário”, que entre outras inovações criou instrumentos para a efetividade e a celeridade do processo, com os estabelecimento de filtros recursais, o STF começou a receber menos demanda, tanto é que no ano passado constatou-se a redução de 41% no total de processo distribuídos.
Como disse o Ministro Gilmar Mendes, “de tudo resulta que o desate do nó górdio que aprisionava a Corte na esdrúxula tarefa de apreciar recursos inviáveis ou improcedentes importou não só maior qualidade nas decisões proferidas, como também mais dinamismo e aproximação da sociedade, com evidente ganho nas relações de cidadania e do fortalecimento do Estado Democrático de Direito”.
Outro fator que vem abrindo espaço para a atuação ampla do Judiciário no Brasil é exatamente a ineficiência do Legislativo, que por não legislar sobre temas fundamentais acaba jogando para o STF a responsabilidade de “legislar atipicamente”, ou seja, decidir sobre assuntos que deveriam ser matéria de leis específicas, como aconteceu com a infidelidade partidária e o nepotismo no poder público.
Nesse contexto, então, o STF continua seu caminho, que vai com o tempo se alargando ainda mais, inclusive com decisões inovadoras. Para se ter uma idéia, já no ano corrente os ministros decidiram pelo direito de liberdade do réu até que o caso tramite em julgado, decisão essa que provocou efeito cascata em todas as esferas do judiciário.
Alguém pode indagar sobre a razão pela qual estou a escrever sobre esse tema aqui no blog. Esse é o xis da questão.
A primeira razão é que esse blog não fala somente sobre religião, igreja, fé e espiritualidade, mas também, na medida do possível, sobre direito, política, economia, mídia, jornalismo e quiçá sobre ornitorrincos.
A segunda razão é que a atuação do Suprema Corte do Brasil tem tudo a ver com cosmovisão, importando, assim, a todo cristão. O direcionamento das questões mais relevantes no meio social deve despertar a atenção da igreja, que não pode viver de olho no seu próprio umbigo, mas sim, com os olhos voltados para fora. Aliás, igreja em grego é eklesia que quer dizer “chamado para fora”. Mesmo porque as decisões proferidas pelo STF podem afetar e muito a atuação da igreja no plano social.
Observar a atuação do STF é importante também porque o panorama ideário que domina a seara jurídica atual não é dos melhores. O desconstrucionismo é a idéia que reina. Segundo essa teoria, a linguagem não revela significado, antes é uma construção social. E se o texto não possui um significado inerente a ele próprio, cabe ao intérprete dizer o seu significado. E se cabe ao intérprete desconstruir ou dizer o seu significado, no caso da lei, então, a intenção do legislador já não tem tanta validade, de modo que o julgador é o senhor da interpretação, aplicando a lei em conformidade com o contexto.
Assim, é importante estarmos atentos aos passos do STF, afinal, assuntos como aborto, homofobia e liberdade de expressão em breve baterão às portas do pretório excelso, daí veremos como as coisas ficarão.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Cinco mitos e falácias do liberalismo
Se um liberal é a favor do ecumenismo e a mídia aprova a idéia do ecumenismo, bem como governos e a maioria dos pensadores, quem está sendo minoria ideológica? O liberal ou o ortodoxo?Não há nenhum suposto “heroísmo” (ou idéia parecida) na luta liberal, mas conformação e submissão à mentalidade das cabeças pensantes do mundo (Rm 12.2).Nem por isso os ortodoxos vivem usando diante da sociedade o discurso de “minoria esmagada”, de vítima ideológica, usado pelos liberais, para legitimar seu posicionamento. Pelo contrário! Quem é biblicamente ortodoxo defende o que defende só por uma razão: é bíblico. E com o adendo de que a própria lógica, quando não distorcida, abona o pensamento ortodoxo.Vale a pena repetir aqui o que coloquei na última postagem: o verdadeiro cristão não é Vox populi vox Dei (“A voz do povo é a voz de Deus”), mas Sola Scriptura (“Somente as Escrituras”). Ou como disse Blaise Pascal (vale a pena relembrar): “Um dos artifícios que o demônio usa para pôr os homens no caminho do mal é dar nomes desprezíveis a certas virtudes eternas e, assim, encher as almas fracas com o tolo medo de passarem por antiquadas se as exibirem”.O mito de que os cristãos liberais são mais relevantes do que os conservadoresMais outra falácia: a maioria esmagadora dos cristãos que fizeram realmente diferença positiva na História (cristã e secular) é de ortodoxos. Vide John Wesley, William Wilberforce, Jonathan Edwards, David Linvingstone, etc. A lista é extensa.O mito de que ser liberal é um desafio muito maiorOutro discurso igualmente comum e falso. Quem acredita nisso está engolindo acrítica e tolamente um chavão do liberalismo. Quem analisa o mínimo possível as afirmações que ouve não cai numa enganação dessas.É muito mais fácil ser liberal do que ser ortodoxo; ser “cinzento” do que ser “preto no branco’; ser conveniente do que ser realmente bíblico. O liberalismo teológico é como o Dadaísmo na Arte. Não é preciso estudar técnicas artísticas para produzir “arte” dadaísta. Da mesma forma, não é preciso conhecer bem a Bíblia para ser liberal. Aliás, para ser um bom liberal, você não precisa nem gostar de Bíblia. Diferentemente do ortodoxo. Não é à toa que liberais chamam ortodoxos de “bibliólatras” e a maioria deles nem crê na autoridade da Bíblia. Nada mais sintomático.É mais fácil ser exótico do que andar certo. É mais fácil ser subversivo do que ser lúcido. É mais fácil pecar do que ser santo. É mais fácil deixar o mato crescer do que ficar cuidando do jardim. É mais fácil destruir do que construir. É mais fácil descer ladeira abaixo do que subir a montanha. É mais fácil se conformar com o pensamento de nossa época do que ir contra a correnteza, não se conformar com o mundo. É mais fácil fugir dos problemas do que enfrentá-los. É mais fácil retirar limites do que mantê-los. É mais fácil ser politicamente correto do que ser politicamente incorreto. É mais fácil dizer que não há verdade do que pregar e viver a Verdade. É mais fácil dizer que não há respostas do que encarar a Reposta.
Liberalismo é amar mais o aplauso do mundo do que a aprovação do Céu.E é preciso ser muito mais profundo para ser ortodoxo do que para ser liberal. Aprofundar-se na Verdade, perfurar a superfície, apresentar de forma criativa a Verdade absoluta, é que é o verdadeiro desafio. Relativismo é despiste. Liberalismo é escapismo. É fuga. É tergiversação. É uma forma popular e fácil de tentar soar teologicamente profundo sem ser.Que as palavras de A. W. Tozer, proferidas há mais de quatro décadas, possam ecoar em nossos corações: “Voltem para as fundas raízes. Abram o coração e sondem as Escrituras. Levem sua cruz, sigam o seu Senhor e não dêem atenção à moda religiosa que passa. As massas estão sempre erradas. Em cada geração, o número de justos é pequeno. Certifiquem-se de que estão entre eles”.
sábado, 29 de novembro de 2008
O SEMPRE E O DE VEZ EM QUANDO
VERGONHA
Por Rui Barbosa, escrito em 1914
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Carta aberta aos músicos cristãos
sábado, 22 de novembro de 2008
PREFIRO NÃO SER GOSPEL
Por Carlos Roberto Martins de Souza
Li há pouco tempo um artigo sobre uma reunião do mundo “gospel” onde empresários do ramo defendiam as suas idéias sobre a conquista do mercado musical. Segundo o artigo, a reunião durou uma hora e meia, mas depois de dez minutos a vontade do autor da matéria era sair correndo, enojado com o que estava ouvindo. Falou-se de tudo em termos de “negócios gospel”. Como atingir o mercado, como produzir produtos mais atraentes, como vender o público “gospel” para as empresas seculares, como oferecer vantagens aos pastores para que eles permitissem que os produtos fossem vendidos nas igrejas, como montar shows e espetáculos, e vai por aí afora.Em momento algum, afirmou ele, ouvi algo sobre: como vamos causar um impacto com o evangelho no Brasil e no mundo; quantos novos missionários vamos sustentar com o lucro do negócio “gospel”; o que vamos fazer para ajudar as igrejas a buscarem um avivamento; como vamos tornar Jesus conhecido. A reunião foi frustrante para aquele cidadão que pensava ser o “gospel” algo mais profundo, alguma coisa que de fato fosse mudar os conceitos de cristianismo neste nosso tempo.
Quando não éramos o mercado “gospel”, comprávamos Bíblias para ler e estudar, e não para colecionar. Comprávamos CDs pela profundidade das letras e espiritualidade dos cantores, e não pela fama dos artistas. Abríamos novas igrejas para alcançar os que não conheciam a JESUS, e não por causa de uma nova “visão” que causou divisão. Cada pastor estudava a Bíblia e ouvia o Espírito Santo para pregar a cada semana, e não simplesmente reproduzia a mensagem pronta recebida do seu “bispo ou apóstolo”. No tempo em que não éramos “gospel”, pastor ainda era respeitado e podia comprar no crediário. Não tínhamos bancada evangélica na política, que segundo a imprensa, só gera escândalos. Não precisávamos de prêmios para artistas e escritores de sucesso ou para igrejas que se tornaram famosas. Não tínhamos concorrência entre artistas na busca de um troféu de “Disco de Ouro” por vendagem de discos; não tínhamos a proliferação de “Rádios Piratas” usadas para a divulgação do gênero gospel e suas atividades. No tempo em que não éramos “gospel”, o “show” ainda se chamava “louvorzão”, não cobrava ingresso e não precisava de camarote vip para os artistas. Não se gastava fortunas para a montagem de palcos para a realização de espetáculos. Não se usava maquiadores, pois nem havia camarins. Não precisava reservar hotel “cinco estrelas” para as estrelas do palco. Não se usava jogo de luz, porque a luz que brilhava era a do verdadeiro louvor. Entrevistas e autógrafos sequer eram mencionados pelos que participavam das atividades relacionadas a vida cristã. Os adoradores não precisavam de seguranças, pois estavam seguros no Mestre, não tinham uma agenda de “shows”. Não havia Hip-Hop; Street Dance; Grupos de Teatro; Pagode; Samba; Rap; Funk. Como diz um amigo meu: “e pensar que tudo começou com um jumentinho! Lá em Jerusalém”.
Conseguimos transformar Jesus em “gospel”, “fashion” e “pós-moderno”, mas ainda não conseguimos traduzir a Bíblia para todas as línguas em que ela não existe, nem reverter a corrupção neste país, nem causar um impacto transformador na sociedade. Naquele tempo o objetivo único era a adoração e o testemunho da graça e do amor de Deus. Hoje o jumentinho foi esquecido e em muitos casos foi trocado por uma tal “Eguinha Pocotó”. Isto sem nenhum exagero.
Hoje os resultados da indústria “gospel” mostram gráficos cada vez mais animadores para os empresários. Qualquer um, em qualquer lugar e usando a religião como instrumento de propaganda passou a ser “Cantor Gospel”. O mercado da fé ampliou suas fronteiras sem observar o principio basilar do cristianismo que é a ética cristã. O que se vê hoje é a lei do vale tudo em nome de Deus, mesmo que para isto o nome Dele seja explorado no comércio da fé. No entanto, no tempo em que não éramos “gospel”, os resultados para o Reino eram mais consistentes. Nesta era “gospel” nos orgulhamos de ter milhares de igrejas e milhões de crentes, mas não nos envergonhamos da “corrupção gospel”. No passado éramos adoradores, hoje somos consumidores de todo o tipo do que se intitula música no meio evangélico. Levamos para dentro de nossas igrejas qualquer coisa que faça o povão entrar em transe e se soltar nas nossas reuniões. A inspiração Divina pouco importa, o que manda é não deixar o espetáculo parar.
Orgulhamo-nos por alcançar os mais longínquos lugares e de estarmos no rádio e na TV, mas não nos envergonhamos por termos diminuído o número de missionários no Brasil e no mundo. Orgulhamo-nos de sermos governantes nos mais diversos níveis da política ou de estarmos mais próximos aos dirigentes de nossa nação para orar com eles, mas não nos envergonhamos de que um avivamento ainda não aconteceu em nossa pátria por falta de oração e quebrantamento da nossa parte. Alguém pode dizer que tudo isto é saudosismo. Éramos cristãos, hoje somos meros freqüentadores de casas de espetáculos onde quem determina o roteiro e as regras do show é o mundo com as mais absurdas ofertas de sucesso. Aliás, o sucesso é a cachaça que embriaga os que freqüentam o mundo gospel onde não faltam orgulho, vaidade, exibicionismo como conseqüências da ingestão da tal bebida.
Eu me considero um futurista, sem qualquer dificuldade para quebrar os tradicionalismos do passado. No entanto, eu penso e analiso gerações. E quando faço isto e tiro conclusões, eu vejo que a igreja evangélica brasileira se tornou grande e obesa como um elefante, mas sem agilidade para provocar transformações. Os transatlânticos estão ancorados em todas as esquinas com espetáculos que enchem os olhos, mas não o coração e a alma. Aliás, nem dentro de suas paredes ela consegue provocar mudanças. Assim, mudam-se sim a roupa, a moda, os ritmos, a forma de culto, os aparatos, mas vidas não. Ela corre o risco de girar em torno de si mesma com grande possibilidade de perder de vez o equilíbrio espiritual que já anda cambaleando. Muitas estão embriagadas como disse acima pela aguardente derivada do sucesso e produzidas nos campos agrícolas do inferno. Enquanto esta igreja moderna e cheia de vícios mundanos não acordar para um quebrantamento do Espírito, vamos nos encantar com nosso gigantismo, mas não seremos efetivos em nosso impacto, mal conseguiremos amedrontar o inimigo. Enquanto não voltarmos às raízes do cristianismo abandonando práticas impostas pelo inimigo nos veremos perdidos no oceano das incertezas e de um evangelho de formas, mas sem qualquer conteúdo. Eu prefiro não ser “gospel” no sentido em que esta palavra é usada hoje, mas sou de JESUS, creio num avivamento da igreja brasileira e sonho com o dia em que o Brasil será usado por Deus para um impacto missionário global. Sonho com vidas transformadas para o mundo e não com vidas conformadas com este mundo; sonho com igrejas impactantes e não com grupos religiosos sendo subservientes ao senhor das trevas, Satanás.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
DEVO SER MUITO CHATO
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Ainda sou do tempo
Texto do Pastor Wagner Antonio de Araújo
Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente. Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente. Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um "trabalho profissional", mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.
Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa "roupa de culto", "roupa de igreja". Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: "foi na cruz, foi na cruz", "andam procurando a razão de viver"; "Porque Ele vive, posso crer no amanhã", "Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar", "O Senhor da ceifa está chamando"; "Jesus, Senhor, me achego a ti", "Santo Espírito, enche a minha vida", "Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou", etc. Não copiávamos os "hits" estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era "dançante"; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.
Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetiza semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente. E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!Hoje é moda ser crente, ou melhor, "gospel". Você é artista pornô, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores "viram crentes" pra vender seus cds encalhados, pois o "povo de Deus" compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomenclatura religiosa. Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O "piercing" deixou de ser pecado, e passou a ser "fashion", e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e "levitas" das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e "Deus não olha a aparência". (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito...)
Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é "bitolado, babaca ou retrógrado". Garotas usam suas minissaias dos "rebeldes" e exibem umbigos cheios de "piercings", estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é "novo convertido", ou é "beato". É típico encontrarmos pastores dizendo aos "engravatados": "pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?" E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.
Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de "glórias", "aleluias", "no trono", "te exaltamos", "o teu poder", etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e a vida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele. Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de megassonhos "de Deus" (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de "louvor", meia hora de "ofertas" e quinze minutos de "pregação", ou meia hora de "palavra profética e apostólica". Que desgraça!
Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda?Nossas Bíblias, para serem boas, têm que ser do "Pastor fulano", com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos Bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal grosso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.
Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar "piercing" para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso? É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo "pega! pega! pega!", como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: "Senhor, me proteje, não me deixa ser assim!"
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Os pioneiros - Samuel Nystrom - parte 1

Acabei de ouvir uma mensagem ministrada pelo Missionário Samuel Nystrom, gravada no cd "Memória das Assembléias de Deus" e senti o desejo de transcrever algumas informações sobre os pioneiros da nossa denominação.
Aproveitando o ímpeto da mensagem que ouvi, iniciarei pelo missionário Samuel Nystrom, muito embora, como todos sabem, não tenha sido ele o primeiro a pisar em terras brasileiras.
Samuel Nystrom (1891-1960), missionário sueco, evangelista, pastor, ensinador, escritor, pioneiro das Assembléias de Deus de Belém, Amazonas, Acre, São Paulo e Rio de Janeiro, antigo líder nacional das Assembléias de Deus no Brasil. Nasceu na Suécia em 09 de outubro de 1891, em Arsta, na cidade de Osterhaninge. Seus pais eram batistas e ele aceitou a Jesus aos 14 anos. Ao ouvir Daniel Berg falando sobre o trabalhho missionário no Brasil, durante uma pregação na Igreja Filadélfia, sentiu a chamada missionária para trabalhar no Brasil.
Em 5 de junho de 1916, na Igreja Filadélfia de Estocolmo, Samuel e Lina (sua esposa) foram separados para o trabalho missionário no Brasil. Nesse mesmo dia, também se realizou o casamento deles.
Após a cerimônia de casamento e a festa, embarcaram para Belém (PA), via Nova Iorque. Chegaram no dia 18 de agosto de 1916, encontrando cerca de 70 crentes no Estado e duzentos em todo o Brasil. Eram jovens: Samuel, com 25 anos, e Lina, com 29 anos.
Durante os 30 anos de atividades no Brasil, trabalhou como um verdadeiro apóstolo, ajudando a lançar e consolidar os fundamentos doutrinários das Assembléias de Deus no Brasil. Exercia grande liderança espiritual e eclsiástica entre os missionários e pastores nacionais.
Talvez o leitor estaja se perguntando: qual a relação entre Samuel Nystrom e a Escola Bíblica Dominical, assunto principal deste blog? Ora, a relação é bastante estreita. O missionário Samuel Nystrom faz parte da história da Escola Bíblica Dominical no Brasil, especialmente na Assembléia de Deus.
As primeiras lições da Escola Bíblica Dominical foram escritas por Samuel Nystrom e impressas no jornal Boa Semente (primeiro jornal oficial das Assembléias de Deus no Brasil). O jornal foi fundado em dezembro de 1918 e circulou até o ano de 1930, quando, em fusão como o jornal o Som Alegre, eram origem ao Mensageiro da Paz.
Voltando à mensagem que ouvi, algo me chamou a atenção. Como nossos pioneiros eram apaixonados por almas. Como suas mensagens eram simples e cristocêntricas. Eles pregavam a Cristo e este crucificado. Queriam apenas levar os ouvintes ao arrependimento, à confissão dos pecados, à restauração, justificação, regeneração e santificação. Eles não queriam os olofotes, a fama, as "ofertas", os hotéis de luxo (até porque acho que nem existiam), os carrões importados, as mansões, etc. Eles queriam almas! Eles queriam o crescimento da igreja não para sugar a gordura das ovelhas, mas para arrebatarem as almas do inferno.
Confesso que estou cansado destes novos "pregadores". Estes mesmos que cobram fortunas e fazem uma lista imensa de reinvidicações para pregar nas igrejas. E o resultado? Quase sempre ninguém se converte porque eles não fazem mais apelos aos pecadores. Preferem chamar o povão para frente do púlpito e colocar um cantor para cantar. Isso dá mais "ibope". Deus manifesta o seu "poder". Até quando?
A recomendação de Paulo em 2Co 11.3 é bastante válida para os nossos dias: " Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo."
Não nos apartemos da simplicidade que há em Cristo, mas, como os nossos pioneiros, e nesta postagem deixo o exemplo de Samuel Nystrom, possamos viver e pregar este Evangelho simples e poderoso.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
ESTOU DE VOLTA!
Após a criação deste blog e de apenas duas postagens, ausentei-me, por diversos motivos.
O primeiro semestre deste ano foi bastante "puxado". Aulas e mais aulas, fórum, construção, além das inúmeras atividades na igreja que, a despeito do cansaço físico são um refrigério.
Não existe nada melhor do que cumprir o ministério que recebemos de Deus. Quando utilizamos os dons e os talentos que Deus nos deu com a convicção de que estamos fazendo aquilo que o Senhor colocou em nossas mãos para fazer, sentimo-nos realizados.
Aproveitei o meu retorno para mudar a "cara" do blog. Acredito que ficou bem melhor do que o layout anterior.
Espero postar pelo menos uma vez por semana, mas não prometo. Aqueles que me conhecem mais de perto sabem que minha vida é um pouco corrida.
Recomendo a todos os blogs da minha lista de favoritos.
E não esqueçam de responder a enquete.
Um grande abraço a todos!
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
A Casa Cheia da Glória (parte I - União)
A Bíblia diz que Salomão congregou os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos e os chefes das casas paternas. Notemos que o sucessor de Davi congregou (reunião) a liderança em torno de si. Anciãos de Israel, cabeças das tribos e chefes das casas paternas representavam a liderança espiritual da época.
Somente haverá manifestação autêntica de Deus se houver união entre o povo de Deus, entre a Igreja do Senhor. Tal união deverá iniciar, obviamente, pela liderança. Por aqueles que são (ou pelo menos deveriam ser) o exemplo.
Estamos vivenciando em nossos cultos uma autêntica manifestação da Glória de Deus? O primeiro passo para que isto acontença é, sem dúvida, a união entre o povo de Deus, a começar pela liderança. A disputa por cargos, as fofocas, calúnias, difamações, injúrias, perseguições no seio da liderança da Igreja está chegando às narinas de Deus como cheiro de esterco. A consequência disso? A Glória da presença de Deus cada vez mais distantes de nossos cultos. Qual a última vez que você viu alguém ser usado com o dom de variedade de línguas e uma outra pessoa, simultaneamente, ser usada com o dom de interpretação de línguas? Qual a última vez que você viu um pecador aceitar a Cristo com lágrimas nos olhos e, no mesmo momento, ser batizado com o Espírito Santo? Qual a última vez que você viu a "água pegar fogo", ou seja, um crente ser batizado em águas e, ao mesmo tempo, receber o batismo com o Espirito Santo?
Prezados irmãos precisamos, urgentemente, retornar às raízes. Precisamos trazer de volta a Glória de Deus para as nossas vidas, nossas famílias, nossos cultos, nossas igrejas. Como? Seguindo a orientação deixado pelo Apóstolo dos Gentios: "Rogo-vos, porém irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos a mesma coisa, e que não haja entre vós divisões, para que sejais unidos no mesmo sentido e no mesmo parecer"(1Co 1.10).
A união atrai a Glória de Deus!
Em breve, a segunda parte desta reflexão.
Um abraço!

